La Gioconda - Amilcare Ponchielli - 1876


Amilcare Ponchielli
(Paderno Fasolaro,31 de Agosto de 1834 – Milão,17 de Janeiro de 1886)

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La Gioconda
( A Mulher Feliz )

Ópera de Amilcare Ponchielli 
Libreto de Arrigo Boïto  
Baseada em Angelo, tyran de Padoue de Victor Hugo
Ambientada na Veneza do Século XVII. 
Estréia no Teatro alla Scala de Milão, na noite de 08 de abril de 1876 

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 Personagens

Papéis Principais
        Gioconda - Soprano
        Laura Adorno - Mezzo-soprano
        La Cieca - Contralto
        Enzo Grimaldo - Tenor
        Barnaba - Barítono
        Alvisse Badoero - Baixo
   

 Papéis Menores
        Zuàne - Baixo
        Isèpo - Tenor
   

 Outros
        Monge - Barítono
        Piloto - Baixo
        Dois cantores de rua - Barítono
        Cantor ao fundo - Baixo
        Voz à distância - Tenor
        Grande Conselheiro - Mudo
        Conselheiro dos dez - Mudo
        Barqueiro - Mudo
        Mestre Navegador - Mudo
        Mouro - Mudo
        Doge - Mudo
        Trabalhadores, senadores, padres, nobres, marinheiros, crianças - Coro



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Ópera Completa



La Gioconda.
Liceu: 21, 23, 26 de novembre de 1978 (Gran Teatre del Liceu, Barcelona)
Conductor: Giuseppe Morelli
Director escena: Vittorio Patané
Ángeles Gulín = Gioconda
Bruna Baglioni = Laura
Ivo Vinco = Alvise
Montserrat Aparici = Cieca
Nunzio Todisco = Enzo Grimaldo
Sabin Markov = Barnaba
Raúl Montero = Zuane
Josep Ruiz = Isepo
Manuel Soro = Barnabotto
Rafael Campos = Pilot/Cantant

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Ato 3 - Dança da Horas
(Danza delle Ore)


00:00 min - Saem as Horas da Aurora - representadas por bailarinas que dançam
08:08 min - Saem as Horas do Dia, seguidas pelas da Tarde, depos da Noite. No final, todas participam 

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Descrição

Foi um grande sucesso, especialmente em sua terceira e última versão (Teatro alla Scala, Milão, 28 de Março de 1880), assim como o maior sucesso na história da ópera italiana entre a Aida (1871) e Otello (1887) de Verdi. É também o exemplo mais famoso do gênero italiano de Grande opera, o equivalente do francês Grand-Ópera.

Existem muitas gravações desta ópera e ela é frequentemente executada. Esta é uma das poucas óperas que apresentam um papel principal para cada um dos seis tipos de voz principais.



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 Sinopse

Ato I - "A Boca do Leão";

Em Veneza, no século XVII. A ópera começa na praça em frente ao Palácio dos Doges, onde o povo se prepara para assistir a uma regata. Barnaba, um espião do governo, comenta sobre seu desejo por Gioconda, enquanto vê a cantora ambulante conduzir sua mãe cega para a igreja. Traçando um plano diabólico, o espião diz a Zuane, que acaba de perder a regata, que a cega é uma bruxa e provocou sua derrota. Furioso, ele chama a multidão, que está prestes a linchar a velha, quando surge o vencedor da regata. Trata-se, na verdade, de Enzo Grimaldo, o príncipe de Santafior, que fora exilado de Veneza, mas que se infiltrou na cidade usando um sobrenome falso e disfarçado de marinheiro.

Ele é também amante de Gioconda e tenta defender a mãe da cantora contra a multidão, no momento em que surge o chefe do Conselho dos Dez, Alvise Badoero. Ele vem acompanhado de sua esposa, Laura, que esconde o rosto atrás de uma máscara. A nobre pede clemência ao marido pela cega, que é salva. Como agradecimento, a velha dá a Laura um rosário. Nesse momento, Laura reconhece Enzo, que foi o seu grande amor antes de ser exilado. Ele também a reconhece pela voz e o nervosismo dos dois é notado por Barnaba. Após a saída de todos, o espião desmascara o marinheiro e, com o objetivo de afastá-lo de Gioconda, promete levar Laura à noite ao seu encontro. Sozinho na praça, o vilão descreve a traição de Laura em uma carta anônima. Escondida, Gioconda entra em desespero ao saber que Enzo ama outra mulher.


Ato II - "O Rosário"

O segundo ato se passa em uma ilha na lagoa de Fusina, onde está ancorado o navio de Enzo. Disfarçado de pescador, Barnaba chega com Laura em um bote. Enquanto conduz a moça para dentro do navio, ele manda avisar Alvise. Ao encontrar Laura, Enzo se vê tomado pelo antigo amor e propõe que fujam naquela mesma noite. Ele entra para cuidar da viagem e Laura, sozinha, ajoelha-se para rezar. É nesse momento que surge Gioconda, pronta para apunhalar a rival. Laura ergue o rosário que recebera da cega, e ao vê-lo, a cantora reconhece a salvadora de sua mãe. Cheia de gratidão, Gioconda chama seus amigos, que fogem com Laura em um pequeno bote antes que Barnaba chegue com os homens de Alvise. Ao perceber que seu navio será tomado e desesperado com a fuga de Laura, Enzo põe fogo no próprio navio.


Ato III - "A Casa de Ouro"

O terceiro ato acontece no Palácio dos Doges, onde se prepara uma grande festa. Sozinho, Alvise diz estar decidido a matar Laura por sua infidelidade. Ela entra e recebe do marido um frasco. Antes de sair, Alvise ordena que ela tome o veneno. Surge então Gioconda, que entrou escondida no palácio. Mais uma vez, ela salva a rival, dando a Laura uma poção que a fará dormir com aparência de morta. Alvise retorna e encontra o corpo da mulher, inanimado.

Começa a festa, à qual comparece toda a nobreza da cidade. Barnaba surge arrastando a Cega e acusando-a, mais uma vez, de praticar feitiçaria. Ela diz que apenas rezava pelos mortos. Ao ouvir do espião que Laura está morta, Enzo revela a sua identidade e desafia Alvise. Nesse momento, Gioconda diz a Barnaba que, se seu amado for salvo, ela se entregará a ele. Alvise puxa uma cortina e exibe o corpo de Laura, afirmando que foi traído pela esposa e a puniu com a morte. Enzo é arrastado pelos guardas.

Ato IV - "O Canal Orfano"

Em um palácio em ruínas na ilha da Giudeca, onde vive Gioconda, acontece o quarto ato. Dois amigos da cantora trazem Laura, ainda inconsciente. Gioconda reflete sobre o seu destino e decide suicidar-se. Enzo aparece, e a cantora diz ter roubado o corpo de Laura, mas afirma que não vai revelar o seu paradeiro. Enfurecido, Enzo prepara-se para matá-la quando ouve a voz da amada, que acaba de acordar. Ela conta a Enzo que foi salva por Gioconda, e os amantes agradecem à cantora por sua bondade. Eles fogem em um barco pouco antes da chegada de Barnaba, que vem cobrar o pagamento da promessa. Quando avança sobre Gioconda, ela se apunhala no coração e cai morta. Louco de ódio, o espião grita que afogou a mãe da cantora e foge desesperado.

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Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amilcare_Ponchielli
http://pt.wikipedia.org/wiki/La_Gioconda_(ópera)
http://www.movimento.com/mostraconteudo.asp?mostra=5&codigo=1124
http://www.operapassion.com/cd8494.html
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