La forza del destino - Giuseppe Verdi - 1862


Verdi
(Roncole, 10 de outubro de 1813 — Milão, 27 de janeiro de 1901)

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La forza del destino

Ópera de Giuseppe Verdi
Libretto de Francesco Maria Piave
Baseado num drama espanhol, "Don Álvaro, o La Fuerza del sino (1835)", por Ángel de Saavedra y Ramirez de Boquedano, duque de Rivas, com uma cena adaptada de Friedrich Schiller Wallensteins Lager.
Estréia no Teatro Bolshoi Kamenny de São Petersburgo, na Rússia, em 10 de Novembro de 1862.

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 Ópera Completa
(legendas em espanhol)


Director: James Levine
Leonora: Leontyne Price
Don Àlvaro: Giussepe Giacomini
Don Carlos: Leo Nucci
Marquès de Calatrava: Richard Vernon
Preciosilla: Isolde Jones
Padre Guardiano: Bonaldo Giaotti

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ATO IV



ATTO QUARTO ACTO CUARTO 




Scena Prima Escena Primera


(Vicinanze d'Hornachuelos. Interno del  (Cercanías de Hornachuelos. Patio del
convento della Madonna degli Angeli.  monasterio de Nuestra Señora de los Ángeles.
Meschino porticato circonda una  Un pórtico paupérrimo rodea un patio 
cordicella con aranci, oleandri, gelsomini.  con naranjos, adelfas y jazmines. A la 
Alla sinistra dello spettatore è la porta  izquierda está la puerta que da a la
che mette al via; a destra, altra porta  calle; a la derecha, otra puerta sobre 
sopra la quale si legge "Clausura".  la cual hay un letrero que dice "Clausura".
Il Guardiano passeggia solennemente,  El padre guardián pasea solemnemente
leggendo il suo breviario. Dalla sinistra  leyendo su breviario. Por la izquierda 
entra una folla di medicanti, uomini e  entra un grupo de mendigos de ambos sexos 
donne di tutte le età, che portano  y de todas las edades que traen recipientes
scodelle grezze, recipienti e piatti) para que se los llenen de comida)








ALVARO ÁLVARO


(a Carlo) (a Carlos)


Le minaccie, i fieri accenti,  Las amenazas, las palabras fuertes,
Portin seco in preda i venti;  se las lleva el viento como un juguete.
Perdonatemi, pietà,  Perdonadme, piedad, 
O fratel, pietà, pietà! ¡oh hermano, piedad!
A che offendere cotanto  ¿Para qué ofender 
Chi fu solo sventurato?  a un desgraciado?
Deh, chiniam la fronte al fato,  Inclinemos la frente ante el destino,
O fratel, pietà, pietà! ¡oh, hermano, piedad, piedad!


CARLO CARLOS
Tu contamini tal nome. Corrompéis esa palabra,
Una suora mi lasciasti  ¡Ah! Mi hermana dejasteis 
Che tradita abbandonasti  a traición abandonada 
All'infamia, al disonor. a la infamia, al deshonor.


ALVARO  ÁLVARO
No, non fu disonorata,  No fue deshonrada, 
Ve lo giura un sacerdote!  os lo jura un monje.
Sulla terra l'ho adorata  Sobre la Tierra la adoré 
Come in cielo amar sì puote.  como se ama en el cielo...
L'amo ancora, e s'ella m'ama  La amo, y si ella me ama 
Più non brama questo cor. nada más anhela mi corazón.


CARLO  CARLOS
Non sì placa il mio furore  No se aplaca mi furor...
Per mendace e vile accento;  con mentirosas y viles palabras...
L'arme impugna ed al cimento  Empuñad el arma
Scendi meco, o traditor. y luchad conmigo, traidor.


ALVARO  ÁLVARO
Se il rimorso, il pianto omai  Si el remordimiento 
Non vi parlano per me,  y el llanto no hablan por mí, 
Qual nessun mi vide mai,  como nunca hice 
Io mi prostro al vostro piè! me postro a vuestros pies.


(S'inginocchia) (Se arrodilla)


CARLO  CARLOS
Ah la macchia del tuo stemma  ¡Ah, de la mancha de vuestro 
Or provasti con quest'atto! escudo es prueba este acto!


ALVARO ÁLVARO
(balzando in piedi, furente (Poniéndose de pie, furiosos)
Desso splende più che gemma. ¡Mi escudo brilla más que cualquier joya!


CARLO  CARLOS
Sangue il tinge di mulatto. Sangre de mulato lo tiñe.


ALVARO ÁLVARO
(non potendo più frenarsi (No pudiendo refrenarse más)
Per la gola voi mentite!  ¡Miente vuestra garganta! 
A me un brando! Una espada, una espada para mí... 


(Glielo strappa di mano) (Se la arranca de la mano)


Un brando, uscite! ¡Salgamos, una espada!


CARLO  CARLOS
Finalmente! ¡Por fin!


(Avviandosi) (Se dispone a salir)


ALVARO ÁLVARO
(ricomponendosi (serenándose)
No, l'inferno non trionfi.  No, que no triunfe el averno. 
Va, riparti. Partid...


(Getta via la spada) (Arroja la espada)


CARLO  CARLOS
Ti fai dunque di me scherno? ¿Os burláis de mí?


ALVARO  ÁLVARO
Va. ¡Partid!


CARLO  CARLOS
S'ora meco misurarti,  Si ahora, cobarde, 
O vigliacco, non hai core,  no osáis batiros conmigo, 
Ti consacro al disonore. os relego al deshonor.


(Gli da uno schiaffo) (Abofetea a Don Álvaro.)


ALVARO ÁLVARO
(furente (furioso)
Ah, segnasti la tua sorte!  ¡Habéis firmado vuestra sentencia!


(Raccoglie la spada) (Recogiendo la espada)


Morte... A muerte...
Ah! Morte, vieni, a morte andiam! ¡Ah! ¡A muerte, vamos, vayamos a muerte!


CARLO  CARLOS
Morte! A entrambi morte! ¡A muerte! Los dos a muerte
Ah! Morte, vieni, a morte andiam! ¡Ah! ¡A muerte, vamos, vayamos a muerte!


(Escono, correndo dalla sinistra) (Salen precipitadamente por la izquierda)

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Sua estréia aconteceu no Teatro Bolshoi Kamenny em San Petersburgh, Rússia, em 10/11/1862.

Quando estreou, a ópera atendia a todas as exigência do Teatro de São Petersburgo, acostumado a grandes produções e dotado de excelentes orquestras, coro e balé. Verdi criou cenas de grande intensidade dramática, árias maravilhosas e belíssimas cenas de conjunto.

Em nenhuma outra ópera de sua autoria, o coro atua tão intensamente, representando tantos personagens diferentes como monges, soldados, peregrinos e os povos da Itália e da Espanha. Os personagens secundários também ganharam cenas importantíssimas na ópera, sem ter nada a ver aparentemente com o enredo trágico, que envolve os destinos dos protagonistas: Leonora, Álvaro e Carlo.

O Padre Guardião, por exemplo, canta um extenso dueto com a soprano e realiza uma das mais bem sucedidas seqüências de Verdi. O Frei Melitone ganhou cenas musicalmente complexas com o coro, escritas com uma originalidade nunca vista, e já antecipando a última ópera de Verdi, Falstaff. Melitone é um personagem que está longe do sentido "buffo", de Rossini, mas é criado para amenizar o drama, com cenas muito engraçadas. Preziosilla a cigana, canta um Rataplan, absolutamente acessório para a história, que encerra em grande estilo o Ato III.

Outro grande momento: o sublime La Vergine degli"angeli, para coro masculino e solo de soprano, com meios musicais simples, mas de efeito sublime e luminoso. Sem dúvida, o grande momento da partitura.

Podemos afirmar, sem medo de errar, que é uma "ópera de variedades".

Texto de Walter Neiva

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Enredo

ATO I
No castelo do Marquês de Calatrava em Sevilha. O Marquês está desejando boa noite à sua filha Leonora. Depois que ele parte, Leonora diz à Curra, sua camareira, que prometera fugir com Álvaro naquela noite, embora indecisa. Ela sabe que o pai nunca dará consentimento ao casamento deles porque Álvaro, o último sobrevivente de uma nobre família inca no Peru, luta contra o domínio colonial espanhol na sua pátria.

Álvaro aparece no quarto, entrando pela sacada. A duras penas, persuade Leonora a ir com ele. São interrompidos pelo aparecimento do pai dela que está armado, junto com dois criados. Álvaro está preparado para morrer às mãos do Marquês enfurecido, mas este ordena que os criados prendam Álvaro em vez de o matar. Forçado a se defender, Álvaro saca uma pistolam, mas impossibilitado de usar a arma contra o pai da mulher que ama, joga-a ao chão. A pistola ao cair detona e a bala atinge mortalmente o Marquês. Morrendo, ele amaldiçoa a filha. Leonora desfalece e Álvaro foge.

ATO II
Vários meses depois. Leonora disfarça-se como um homem, assistente de um arreeiro, na aldeia de Hornachuelos, onde várias festividades camponesas acontecem. Entre os convidados, ela reconhece seu irmão, Carlo. Ele está buscando vingar a honra da família dele, sob o disfarce de Pereda, um estudante à procura da irmã e do amante dela. Preziosilla, uma cigana, lê as sortes dos presentes e prediz uma guerra iminente com a Áustria. Ela chama todos, para que se vão à Itália, juntar-se ao exército.

Avistando Pereda, Preziosilla lança dúvidas sobre a identidade dele e prediz-lhe um destino terrível. Leonora reza para não ser reconhecida e livrar-se da fúria vingativa do irmão. Carlo tenta mas não consegue saber de Trabuco, um arreeiro, a identidade do seu companheiro, Leonora, silencioso e, distante das festividades. O Alcaide ancião, sugere que o estudante revele quem ele realmente é. Carlo diz ser um amigo do filho do Marquês de Calatrava e de sua sede em vingar-se.

Os festejos continuam perto do Monastério de Nossa Senhora dos Anjos e Leonora está cansada e imóvel, vestida como um homem. Ela canta do seu desespero e da esperança de encontrar paz de espírito no vizinho monastério, onde pretende passar o resto da vida em penitência. O padre superior (Padre Guardiano) concorda em permitir que Leonora fique, desde que seja numa caverna, ali perto. Ele avisa sobre uma maldição que acometerá quem se aproximar da caverna para incomodá-la. Se precisar de ajuda, ela tocará um sino e eles, acorrerão.

ATO III
Um acampamento de exército espanhol perto de Valletri, Itália. Vários anos se passaram e Álvaro está servindo no exército espanhol como capitão. Debaixo do pseudônimo de Don Federico Herrero, ele ganhou fama pelo seu valor de soldado. Ele reflete sobre seus infortúnios, quando chegam amigos avisando trazer um oficial que fora ferido na batalha. O oficial é Carlo, que ali viera no rastro de Álvaro. Carlo se apresenta como Don Felice Bornos. Os dois não se reconhecem e em troca de lhe ter salvado a vida, Carlo jura amizade a Álvaro.

A batalha recrudesce novamente e agora é Álvaro quem está ferido, sendo salvo pelo novo amigo. O cirurgião que está a ponto de extrair a bala, avisa dos riscos de vida. Para encorajar o amigo no leito de morte, Carlo promete designá-lo um Cavaleiro de Calatrava. A menção deste nome produz forte comoção em Álvaro, notada por Carlo. Certo de que morrerá, Álvaro confia a Carlo a chave de sua maleta pessoal, recomendando que ele só a abra, em caso de sua morte e destrua uma carta que ali encontrará.

Ele promete, naquela hora solene, mas está surpreso e perturbado com a reação do amigo ao nome de Calatrava. Sem poder resistir mais ao desejo de ler a misteriosa carta, Carlo abre a maleta e acha um retrato de Leonora. A identidade de Álvaro é revelada. O médico avisa que a operação fôra um sucesso e que Álvaro viverá. Carlo alegra-se por seu inimigo estar vivo e clama por vingança.

Recuperado dos seus ferimentos, Álvaro, surpreso em descobrir quem era o amigo, é desafiado para um duelo por Carlo. Neste momento, descobre que Leonora ainda está viva e, quando ouve Carlo dizer que pretende matar também sua irmã, Álvaro aceita o desafio imediatamente e fere Carlo. Acreditando ter matado o amigo, Álvaro se lança na batalha, onde espera morrer.

ATO IV
Uns cinco anos depois, fora do Monastério de Nossa Senhora dos Anjos. Fra Melitone está distribuindo comida para os pobres. Os mendigos lamentam a ausência de Padre Rafaello (Álvaro) que já não os pode servir devido à severidade de sua penitência e preocupação de espírito. Carlo, que permaneceu inconsciente durante o duelo, aparece e pede para falar com o Padre Rafaello.

Chamado pelo porteiro, Padre Rafaello se mostra indiferente, mas Carlo acusa-o de covardia e ofende a ele e à sua família, seguidas vezes. Finalmente, Álvaro resolve defender sua honra e escolhem como local do duelo, o terreno bem em frente da caverna onde Leonora está vivendo em refúgio. O duelo acontece e Carlo é mortalmente ferido. Álvaro tenta buscar um confessor para o homem agonizante e grita por socorro em direção à caverna.

Leonora ouve e soa o sino para obter ajuda do monastério. Ao sair, ela reconhece Álvaro e seu irmão, correndo em sua direção para ajudá-lo. Carlo, agonizante, apunhala-a quando ela tenta abraçá-lo. Os monges, que correm em resposta ao sino, chegam e encontram Álvaro em ato de suicídio, amaldiçoando toda a humanidade.

Resumo efetuado por Edson Lima em junho, 2001 silved@uol.com.br

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Fontes / Sources:
http://www.kareol.es/obras/laforzadeldestino/acto4.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/La_forza_del_destino
http://www.movimento.com/mostraconteudo.asp?mostra=5&codigo=602
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